Leis Universais! Os princípios que regem a evolução humana

Entenda por que as Leis Universais ocupam um lugar 

central na investigação da Homossexualidade

Quando comecei a investigar a história da humanidade e, posteriormente, o mistério da homossexualidade, percebi que não seria possível compreender determinados acontecimentos olhando apenas para o presente.

Era necessário voltar no tempo, muito além da história conhecida.

Era necessário investigar a formação do ser humano, sua evolução, os diferentes estágios pelos quais teria passado e os princípios que, segundo determinadas tradições filosóficas e espirituais, governariam esses processos.

Foi nesse caminho que encontrei as chamadas Leis Universais.

Mas por que elas são tão importantes?

Porque, dentro da linha de investigação apresentada em O Mistério da Homossexualidade, desvendando a verdade, não podemos analisar o fenômeno isoladamente quando acreditamos que ele faz parte de um processo muito maior.

É preciso compreender as regras, princípios e relações que estruturam esse processo.

E é justamente aí que entram as Leis Universais.


O que são as Leis Universais?

Antes de avançarmos, precisamos esclarecer uma questão importante.

Quando utilizo a expressão Leis Universais, não estou falando das leis criadas pelos seres humanos para organizar uma sociedade e também não estou dizendo que essas Leis sejam leis científicas comprovadas pela ciência moderna.

Neste projeto, o termo é utilizado dentro da tradição hermética e teosófica que serve de base para a minha investigação.

Uma das principais referências utilizadas no livro é O Caibalion, obra que apresenta sete princípios herméticos:

  • Mentalismo;
  • Correspondência;
  • Vibração;
  • Polaridade;
  • Ritmo;
  • Causa e Efeito;
  • Gênero.

No Capítulo 8 de O Mistério da Homossexualidade, apresento O Caibalion como uma obra importante para compreender a investigação e começo a desenvolver particularmente os princípios de Gênero e Polaridade.

Posteriormente, o Princípio do Ritmo também aparece relacionado à minha interpretação da evolução e da manifestação humana, e a Lei de Causa e Efeito participa da construção da argumentação desenvolvida posteriormente no livro.

Portanto, as Leis não aparecem neste trabalho como um assunto separado.

Elas fazem parte da estrutura utilizada para interpretar os acontecimentos investigados.


de Thot, ou Hermés Trismegistro

Por que as Leis Universais são importantes?

Imagine que você encontre uma máquina extremamente complexa.

Você pode observar suas peças, fotografá-la, descrever sua aparência e até identificar alguns de seus componentes.

Mas, se quiser compreender realmente como ela funciona, precisará descobrir:

Quais princípios fazem essas peças trabalharem juntas.

É assim que considero as Leis Universais dentro desta investigação.

Elas funcionam como uma espécie de chave de leitura.

Não basta observar um acontecimento. É necessário perguntar:

Qual princípio estaria atuando por trás dele?

Qual relação existe entre uma coisa e outra?

Existe um movimento ou ciclo?

Existem polos?

Existe geração?

Existe causa e consequência?

Sem essas perguntas, corremos o risco de observar apenas a superfície.


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Nada deve ser analisado isoladamente

Essa é uma das razões pelas quais as Leis Universais são tão importantes para o meu trabalho.

Nos capítulos anteriores de O Mistério da Homossexualidade, procurei construir uma visão mais ampla da história da humanidade, passando por diferentes fases evolutivas, pelos elementos da natureza e pelos diferentes reinos da manifestação.

Dentro da lógica apresentada no livro, essas etapas não são acontecimentos desconectados.

Existe uma sequência, existe transformação, existe continuidade.

E, se existe continuidade, precisamos procurar os princípios que explicariam essa continuidade.

É justamente nesse ponto que as Leis Universais entram na investigação.


As Leis ajudam a enxergar relações

Observe, por exemplo, a Lei de Causa e Efeito.

Se considerarmos que todo efeito possui uma causa, então aquilo que encontramos no presente pode ser consequência de processos anteriores.

A pergunta deixa de ser simplesmente:

“O que está acontecendo?”

E passa a ser:

“O que levou a isso?”

Essa mudança de pergunta é fundamental.

Da mesma forma, o Princípio do Ritmo nos leva a observar ciclos e movimentos.

A Polaridade nos faz observar os polos e sua relação.

E o Gênero, dentro da concepção hermética apresentada no site, nos leva ao princípio de criação, geração e regeneração.

São perspectivas diferentes.

Mas elas podem ser analisadas conjuntamente.


Quatro princípios ganham destaque nesta investigação

Embora O Caibalion apresente sete princípios, quatro deles assumem uma importância especial no caminho que desenvolvo em O Mistério da Homossexualidade:

Causa e Efeito

Ajuda a investigar relações entre acontecimentos, consequências e processos anteriores.

Gênero

Permite investigar o princípio masculino e feminino enquanto princípios de criação, geração e regeneração, e não simplesmente como sexo biológico.

No próprio livro faço questão de estabelecer essa distinção: “Gênero não significa Sexo”.

Polaridade

Permite observar os polos, os opostos e o elemento de equilíbrio entre eles.

No meu entendimento, não devemos olhar apenas para positivo e negativo. Existe também aquilo que estabelece o equilíbrio entre os dois.

Ritmo

Permite observar movimento, ciclos, alternância e transformação.

No livro, esse princípio aparece posteriormente relacionado ao processo de evolução e ao movimento de ida e retorno.



E por que isso é importante para estudar a homossexualidade?

Aqui chegamos ao ponto central. Se eu simplesmente perguntasse:

“O que é a homossexualidade?”

poderia encontrar inúmeras respostas dependendo da área do conhecimento consultada.

Mas essa não é a única pergunta que o meu livro pretende investigar.

A minha investigação parte de uma pergunta mais ampla:

Qual seria o lugar da homossexualidade dentro de uma 

visão espiritual da evolução humana?

Para tentar responder a essa pergunta, precisei investigar conceitos que vêm muito antes da própria discussão contemporânea sobre sexualidade.

Precisamos falar sobre:

origem → evolução → criação → gênero → polaridade → ritmo → causa e efeito → manifestação humana.

É uma cadeia de investigação.

E é justamente por isso que as Leis Universais são importantes.


Gênero não é simplesmente sexo

Essa distinção merece atenção especial.

Quando o leitor encontra pela primeira vez a palavra “gênero” no Caibalion, pode naturalmente interpretá-la de acordo com o significado contemporâneo da palavra.

Mas não é essa a utilização que faço no livro.

Dentro do princípio hermético apresentado, o Gênero está relacionado à geração e criação.

O próprio texto que analiso afirma que o princípio se manifesta nos planos físico, mental e espiritual.

Por isso, uma das primeiras coisas que precisamos fazer nesta investigação é separar conceitos que frequentemente são colocados juntos.

Sexo não é sinônimo de Gênero dentro dessa concepção hermética.

Essa diferença será fundamental quando chegarmos à investigação da origem e da diferenciação dos sexos.


Positivo — Neutro — Negativo

Polaridade também não significa simplesmente oposição

Outro conceito que precisa ser compreendido corretamente é a Polaridade.

É muito fácil interpretar polaridade como uma disputa entre dois lados:

positivo contra negativo.

Mas não é assim que desenvolvo o conceito no livro.

Apresento a polaridade acompanhada da ideia de um elemento equilibrante. Sem o qual jamais poderia existir esta mesma polaridade, pois este conceito foi distorcido e mal interpretado no ocidente.

Por isso utilizo a representação:

Tese — Síntese — Antítese

ou:

Positivo — Neutro — Negativo.

Essa compreensão será importante mais adiante, quando chegarmos aos conceitos de andrógino, polarização e separação dos sexos, que ocupam papel importante na investigação apresentada no livro.


E o Ritmo?

O Ritmo acrescenta outra dimensão, pois não estamos olhando apenas para o que existe, mas para o movimento daquilo que existe.

A ideia de ciclos é fundamental para a visão de evolução apresentada no "O Caibalion".

Há momentos de manifestação e momentos de retorno. Há movimentos de descida e subida.

Há processos que se desenvolvem ao longo do tempo.

No livro, essa visão aparece representada inclusive pela ideia da parábola, utilizada para explicar o movimento evolutivo do ser humano.

Assim, o Ritmo nos ajuda a fazer outra pergunta:

Em que momento do ciclo estamos?


E a Lei de Causa e Efeito?

Ela acrescenta uma quarta pergunta:

Por que chegamos até aqui?

Se existe uma sequência de acontecimentos, então precisamos procurar as relações entre eles.

Essa é uma das razões pelas quais Causa e Efeito será aprofundada em um artigo próprio.

Não quero simplesmente repetir a definição apresentada no Caibalion.

Quero mostrar como esse princípio participa da linha de raciocínio desenvolvida no meu livro.


As quatro Leis formam uma estrutura

Quando colocamos os quatro princípios lado a lado, podemos compreender melhor sua função:


Princípio        Pergunta que ele nos ajuda a fazer
Causa e Efeito            O que produziu este acontecimento?
Gênero            Qual princípio de criação e geração está envolvido?
Polaridade            Quais polos e relações estão presentes?
Ritmo             Qual movimento ou ciclo está acontecendo?

Perceba que não estamos diante de quatro assuntos isolados.

Estamos construindo uma maneira de investigar. E essa maneira de investigar é que interessa ao meu trabalho.


As Leis são uma porta de entrada, não o ponto final

É importante deixar isso claro.

Conhecer as Leis Universais não significa que automaticamente encontraremos todas as respostas.

Muito menos significa que uma interpretação espiritual possa substituir os conhecimentos produzidos pela ciência.

O que elas oferecem, dentro desta investigação, é uma estrutura filosófica para formular perguntas diferentes.

E perguntas diferentes podem nos levar a caminhos de investigação que normalmente não seriam considerados.

Foi isso que aconteceu comigo.

Ao estudar essas Leis, comecei a perceber que a questão da homossexualidade, dentro da proposta do livro, não poderia ser analisada somente pelo comportamento humano contemporâneo.

Era necessário voltar às perguntas fundamentais:

Quem somos?

De onde viemos?

Por que estamos aqui?

Para onde vamos?

Essas quatro perguntas aparecem explicitamente no Capítulo 8 como parte do caminho de investigação proposto.


A partir daqui, a investigação começa a se aprofundar

Este artigo é apenas a porta de entrada.

Nos próximos conteúdos, vamos analisar cada um desses princípios com mais cuidado, sem misturá-los e sem tratá-los como se fossem a mesma coisa.

Você poderá entender:

O Princípio de Gênero

Por que, na filosofia hermética, gênero não significa simplesmente sexo?

O Princípio da Polaridade

O que significa realmente falar em polos e equilíbrio?

O Princípio do Ritmo

Como ciclos e movimentos entram na interpretação da evolução?

A Lei de Causa e Efeito

Como esse princípio é relacionado à continuidade das experiências e à evolução espiritual?

E, depois dessas quatro etapas, poderemos dar o próximo passo:

Como essas Leis se relacionam com a evolução humana e com a investigação apresentada em O Mistério da Homossexualidade?

É aí que as peças começam a se encaixar.

Não peço a você, querido e querida leitor (a) que aceite minhas conclusões simplesmente porque estão escritas em um livro.

Peço que investigue.

Leia as fontes.

Compare os conhecimentos.

Observe os argumentos.

Questione.

E, principalmente, desenvolva o próprio discernimento.

Vivemos em uma época em que recebemos uma quantidade gigantesca de informações todos os dias. Justamente por isso, saber separar aquilo que é fonte, interpretação, hipótese e conhecimento comprovado tornou-se cada vez mais importante.

Esta investigação nasceu desse desejo:

compreender antes de julgar.

E é com esse espírito que convido você a continuar comigo nessa jornada.


📚 Para continuar a leitura

Já publicados no site:

Onde posso encontrar mais informações?

Se você deseja conhecer uma perspectiva que dialoga com antigas tradições filosóficas e espiritualistas, convidamos você a explorar os demais artigos deste site e a conhecer o livro O Mistério da Homossexualidade, onde essa investigação é desenvolvida em profundidade.


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Por RAFACE

Raface é pesquisador independente de espiritualidade, consciência humana e filosofia esotérica. Autor do livro O Mistério da Homossexualidade, dedica-se ao estudo da evolução da consciência e das leis espirituais que regem a experiência humana.

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